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Psicanálise e Pandemia: um ano de lançamento e uma discussão cada vez mais pertinente


No momento em que o mundo parou, o ato da prática clínica se tornou cada vez mais necessário. Mas será que as relações entre psicanalista e paciente continuam as mesmas?

Lançado há um ano e extremamente pertinente e atemporal, o livro Psicanálise e Pandemia, organizado pelo Fórum do Campo Lacaniano do Mato Grosso do Sul e publicado pela Aller Editora, contribui para entender como a presente situação pandêmica afetou a prática clínica e a sociedade, ambas atravessadas, desde a fundação da psicanálise, pelo luto, mal-estar e angústia frente às incertezas e instabilidades do mundo.

“Fique em casa!” é o que as pessoas ouvem há quase dois anos. Ao ouvir essa frase, surgem medos e incertezas sobre o presente e o futuro. Mas como escutar o sofrimento e dar alguma borda a ele sem o atendimento presencial? Sem a presença física dos sujeitos - com a qual a psicanálise trabalhou desde seus primórdios -, como entender a dor e o cansaço que lhes afligem? É neste momento que a psicanálise se reinventa. Segundo Lia Silveira, uma das autoras da obra:

Alcançar em seu horizonte a subjetividade de sua época [...], este é o maior desafio. Entender as mudanças provocadas pelas medidas de isolamento social na vida das pessoas, o processo de luto coletivo e individual, que ainda persiste, por todo esse tempo em que as pessoas perdem seus entes queridos e não vivem somente a sua própria privação.” (Psicanálise e Pandemia)

Discutindo como o predomínio das formas virtuais influencia as vidas dos sujeitos, os ensaios reunidos neste livro buscam entender as dinâmicas dos dias de hoje e como os psicanalistas se esforçam para deter as barreiras do sentir-se longe. Ainda, levantam questões no que diz respeito à política da morte, ao mal-estar que assola nossa civilização, às fendas em saberes como ciência, medicina e cultura.

Psicanálise e Pandemia traz, portanto, uma nova perspectiva da clínica, congregando tanto o fato de o luto ser inerente à civilização quanto as mudanças que o Covid-19 ocasionou na relação dos sujeitos contemporâneos com a morte. Sem dúvida, essa é uma obra necessária para que todos entendam as problemáticas que cercam o viver em estado de isolamento, temendo presente e futuro.

 

FICHA TÉCNICA
ISBN: 978-65-87399-11-9
Formato: Brochura – 14x21cm
Páginas: 208
Idioma: Português
Editora: Aller Editora
Edição: 1ª/ 2020
Gênero: Psicanálise
Preço: 49,90
Link para comprahttps://bit.ly/35Xelqt

Autores: Alba Abreu, Andréa Brunetto, Antonio Quinet, Bernard Nominé, Carmen Gallano, Claudia Wunsch, Daniel Foscaches, Hilza Maria, Isloany Machado, Lia Silveira, Luis Izcovich, Marcelo Bueno, Marilene Kovalski, Marisa Costa, Pricila Pesqueira, Rainer Melo, Tatiana Siqueira, Zilda Machado.

Sobre a editora: Formada pela psicanalista Fernanda Zacharewicz e pelo jornalista e publisher Omar Souza, a Aller Editora oferece em seu catálogo obras que se debruçam sobre os temas cruciais da teoria e da prática clínica, desde seus fundamentos até as repercussões dos debates atuais sobre o sujeito contemporâ

Risco de trombose relacionada à COVID-19 pode ser bem maior do que pela vacinação

Especialista explica a relação entre a infecção e formação de trombos e porque a vacinação é o melhor caminho

Um recente estudo, conduzido pela Universidade de Oxford, demonstrou que os riscos de desenvolvimento de trombose como consequência de uma infecção por COVID-19 podem ser de oito a dez vezes superior aos casos decorrentes de vacinas. A conclusão da pesquisa “Trombose Venosa Cerebral e Trombose da Veia Porta: Um Estudo de Coorte Retrospectivo de 537.913 Casos de Covid-19” (em livre tradução) vem ao encontro de relatos raros de trombose após a imunização por vacinas de vetor viral, como a Janssen e AstraZeneca.  

As tromboses induzidas por vacinas contra o coronavírus tendem a atingir vasos não usualmente envolvidos pelas tromboses de forma geral, como veias cerebrais e de órgãos, como baço e fígado. “Essas não são as tromboses que a gente normalmente vê no dia a dia. Os casos mais comuns acontecem em veias das pernas e braços, por conta do uso de hormônios, obesidade, inatividade, situações específicas como a gestação e o puerpério, câncer ou alguma predisposição genética, conhecida como trombofilia. Casos envolvendo vasos cerebrais e viscerais são raros”, esclarece o Dr. Marcelo Melzer Teruchkin, cirurgião vascular do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) e da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH). Os casos de trombose associada à vacina geralmente ocorrem entre cinco e 20 dias após o uso da primeira dose, com maior frequência em mulheres abaixo dos 55 anos e sem comorbidades importantes.  

“Inicialmente essas tromboses, denominadas VITT (trombose e trombocitopenia induzidas por vacina, em livre tradução do inglês), eram tratadas com o medicamento padrão chamado heparina. Infelizmente, os pacientes apresentavam uma piora na evolução do quadro, com queda do número de plaquetas e até a morte” explica o doutor Marcelo. “Atualmente, temos maior conhecimento desse evento adverso raro e usamos um tratamento alternativo com imunoglobulina, corticoides e anticoagulantes não heparínicos, o que melhorou muito a prognóstico dos casos. O tratamento está bem mais eficiente”. 

Ainda não se sabe ao certo o motivo da relação entre algumas vacinas da COVID-19 e a formação de coágulos de sangue, que podem evoluir para tromboses. No entanto, o que os estudos demonstram é que a incidência desse quadro pode variar entre um caso para 125 mil vacinados até um caso para 1 milhão de vacinados. Por outro lado, o risco de trombose por COVID-19 é em média 16,5 casos a cada 100 infectados com quadro em estágio inflamatório – um risco muito superior do que aquele causado pela vacina. 

O médico relata que essas vacinas específicas são desenvolvidas a partir de adenovírus de macacos ou humanos que não nos acarretam infecção. “A vacina insere o adenovírus no organismo humano juntamente com uma pequena partícula do vírus da COVID. Isso faz com que o sistema imunológico interprete essa composição como algo estranho e passe a produzir anticorpos – tudo sem expor o organismo saudável ao risco de uma infecção”, completa. Além dos anticorpos, após duas ou três semanas, também passamos a produzir células de memória, que irão cuidar de possíveis infecções futuras. “É como um aprendizado. Depois de entender como lutar contra o vírus pela primeira vez, o sistema imunológico entende o processo e passa a reproduzi-lo”. E o médico reforça: “A proteção gerada pelas vacinas é bem mais eficiente do que a provocada pela exposição ao vírus, em um caso de infecção pela COVID”.  

Relação entre a COVID-19 e a trombose 

A infecção causada pela COVID-19 não afeta somente os pulmões, mas também pode comprometer a camada interna da parede dos vasos sanguíneos. “Essa parte, chamada de endotélio, é uma das responsáveis por não permitir que o sangue coagule. Nesse caso, se o vírus danifica essa estrutura, o deixa mais propenso à formação de trombo”, explica Dr. Marcelo.  

A relação entre a COVID-19 e a presença de tromboses gerou, no meio médico, discussões, não somente acerca das consequências da infecção, mas também sobre qual seria o tratamento mais adequado. Isso porque o paciente infectado além de apresentar risco aumentado de trombose, também tem risco de sangramento. “Até o momento, um paciente com diagnóstico de infecção pelo coronavírus que necessita de internação deve receber medicação anticoagulante com objetivos de prevenir ou tratar eventos trombóticos” afirma Marcelo. “A cada mês, novos estudos são lançados e novos paradigmas quebrados, então se você tem alguma duvida em relação aos riscos e benefícios da vacinação contra a COVID -19, entre em contato com seu médico ou serviço de saúde”, fina

Retomada da vida social é motivo de angústia para algumas pessoas: como lidar?



O extenso período de isolamento social e o ainda constante medo de contaminar-se com a Covid-19 promoveram impacto significativo na saúde emocional e vem se refletindo em dificuldade para planejar a retomada gradual das atividades sociais. Para algumas pessoas, segundo a psicóloga do Hospital Edmundo Vasconcelos, Marina Arnoni Baliero, essa volta à rotina de interação é uma ação que tende a ser dolorosa e merece atenção.
 
Segundo a psicóloga, tentar um equilíbrio entre o cuidado físico e psíquico é essencial nesta realidade de pandemia que ainda exige cautela. Como um primeiro passo, a psicóloga conta que é preciso identificar o motivo que torna o retorno presencial angustiante. “Distanciar-se por completo do contato com as pessoas não é saudável. Por isso, compreender se o receio é pelo medo da contaminação ou de reviver problemas que foram adormecidos nesta rotina online é crucial para a evolução do quadro”, esclarece.
 
Em ambos os cenários apontados pela especialista, um fator é essencial: o respeito pelo que se sente. “É um processo de readaptação e, portanto, não podemos cobrar a mesma eficiência e produtividade anterior ou mesmo da vida online. Respeitar os sentimentos é primordial, por isso, quando sentir angústia, ansiedade, pare, respire, lave o rosto e desligue o botão da responsabilidade por alguns instantes”, aconselha Marina.
 
No entanto, nem sempre só as pausas e atenção aos sinais são suficientes e o acompanhamento com especialista torna-se indispensável. “Essa dor em pensar em voltar para a vida social pode vir acompanhada de um histórico de problemas passados de ansiedade e introspecção, por exemplo. Portanto, esse caso pode exigir um apoio especializado e individualizado a cada paciente”, reforça.Apesar de não existir uma maneira única de lidar com esta situação, vale ficar atento a alguns aspectos:
 
- Retome a sociabilização de forma gradual e respeitando seus momentos e sentimento;
- Procure ajuda profissional. Não tenha vergonha disso;
- Não cobre de si a mesma produtividade e eficiência anterior ao período de pandemia;
- Lembre que é um processo de readaptação: formatos híbridos tendem ser melhores;
- Sempre que se sentir ansioso e angustiado, dê uma pausa e respire fundo;
- Mantenha os cuidados contra a Covid-19 e vacine-se.
 

Quatro dicas para se proteger da luz azul, presente em aparelhos eletrônicos


Previna-se da exposição à luz de computadores e TVs, responsável por acelerar o envelhecimento

Além de se precaver em relação ao corona vírus, os milhões de brasileiros que estão em casa – trabalhando em home office ou assistindo filmes e séries para passar o tempo – precisam tomar medidas para evitar os riscos causados por luzes prejudiciais a saúde da nossa pele. A luz azul, que corresponde a 40% da radiação que chega ao planeta pelos raios do sol, também está presente em lâmpadas e nas telas de computadores, smartphones, TVs e tablets. E, embora pareça inofensiva em comparação com os raios UVA e UVB solares, a chamada luz visível causa manchas na pele, acelera o envelhecimento e, em casos mais graves, pode influenciar no desenvolvimento do câncer de pele.
Em tempo de pandemia, as operadoras de TV e prestadoras de serviços de streaming se tornaram grandes aliadas para que a população possa quebrar a monotonia da quarentena. Além da Netflix, operadoras como Globoplay, Amazon Prime, NET/Claro Now, Spcine Play, Medeia Filmes, Sesc TV e Digital Concert Hall estão com sinal total ou parcialmente liberado. O que, convenhamos, é um grande serviço de utilidade pública.
Mas quem passa muito tempo em frente aos diversos gadgets – como notebooks smartphones e TVs – precisa ficar atento ao excesso de exposição à luz azul. Um dos efeitos desta luminosidade no organismo é a supressão da melatonina, o hormônio que induz ao sono. Assim, a exposição a este tipo de luz também prejudica a qualidade de vida. “A gente está envelhecendo muito rápido e antes da hora. Um dos principais motivos é a exposição exagerada à luz azul”, diz a dermatofuncional Natália Ribeiro, fundadora da Mais Top Estética. “A exposição a luzes artificiais, na tela do celular, do computador e da televisão, envelhece e causa manchas na nossa pele.”
Para evitar os efeitos danosos da luz visível, a especialista e empresária dá algumas dicas de como proceder nos momentos de lazer em frente às mais diversas telas de sua casa. Confira:
 Use filtro solar
Pode parecer batida, mas a dica segue extremamente válida. “Hoje em dia, os melhores filtros solares já contam ativos que bloqueiam a ação de luz artificial. Normalmente, vem escrito no rótulo: proteção contra luz visível”, comenta Natália. “Por isso, quando for escolher um filtro solar, se tiver produtos com um mesmo fator – branco e com cor –, escolha o filtro com cor. Normalmente, ele protege mais do que a maior do que maioria dos filtros brancos”.
Suavize as luzes do celularNo iPhone, a função Night Shift melhora a visualização da tela do dispositivo de acordo com o horário do dia e reduz a emissão de luz azul. Alguns celulares da Samsung também contam com um filtro específico para este tipo de luz. Quem tem aparelho com sistema Android sem funções como essas pode baixar aplicativos como Twilight, que também reduzem a emissão da luz visível.
Aposte nos antioxidantes
Os antioxidantes combatem os radicais livres, reparando os danos causados à pele, como manchas e rugas. Presente de forma abundante em frutas cítricas, a vitamina C é um dos melhores antioxidantes naturais. Outros alimentos com ação semelhante são frutas vermelhas, mamão, melão, peixes, aveia, linhaça, óleo de gergelim, azeite de oliva, pepino e sálvia. Além da ingestão de substâncias antioxidantes, há ainda a opção de produtos de uso tópico.
Hidrate a pele
Se a sua pele for seca, faça uma hidratação profunda e evite produtos abrasivos. Quem tem pele oleosa deve realizar a hidratação com produtos sem óleo na composição, além de limpezas profundas e constantes.

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