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Meditação: confira dicas para meditar mais e melhor


Pesquisas mostram o aumento de pessoas que meditam pelo mundo desde o início da pandemia. Estudos científicos comprovam sua eficácia. Confira aqui dicas simples para meditar mais e melhor.

A meditação é uma prática muito difundida no Oriente, há milhares de anos, e que vem ganhando cada vez mais usuários no Ocidente, sobretudo nas últimas décadas. A própria medicina já comprovou vários dos seus benefícios.

Por isso, no mundo todo, durante a pandemia, o número de pessoas que começou a meditar para combater problemas como estresse, solidão, insegurança e ansiedade cresceu muito.

Um bom exemplo é o canal Ser Felicidade, desenvolvido pela terapeuta Catia Simionato, que ganhou milhares de seguidores, especialmente no primeiro ano da pandemia, e se tornou o maior espaço da Internet brasileira voltado para a expansão da consciência. O canal reúne quase 1,3 milhão de seguidores no YouTube, Instagram, Facebook, Telegram e Spotify.

“Um assunto muito comum entre meus alunos e seguidores é sobre a dificuldade com a meditação. Muita gente acha que meditação é algo complicado. Só a palavra meditação já assusta e acham que não sabem ou não conseguem meditar”, explica Catia.

MEDITAÇÃO: O QUE É?

Basicamente, meditação é o nome que se dá quando a gente não está dando atenção aos próprios pensamentos.

“A primeira coisa a notar é que os pensamentos acontecem. Pensar não exige uma ação da nossa vontade. A gente está andando por aí e, de repente, os pensamentos simplesmente aparecem. Às vezes nem queremos pensar em algo, mas os pensamentos voltam o tempo todo. Os pensamentos não são reais e, mesmo assim, nos deixam malucos, nervosos, com medo, ansiosos e atormentados. A meditação é uma prática que nos afasta temporariamente dos nossos pensamentos, colocando nossa atenção em outra coisa, como a respiração”, acrescenta a terapeuta.

“Durante a meditação, paramos de pensar no passado e no futuro, como acontece o tempo todo, e ficamos mais atentos ao momento presente. Esse é o segredo da meditação”, afirma Catia.

DICAS PARA MEDITAR MAIS E MELHOR

  • Meditação significa tirar a atenção da enxurrada de pensamentos da mente e colocar a atenção em outra coisa. O mais simples de qualquer meditação é simplesmente direcionar a atenção para a respiração. “Isso coloca a pessoa no momento presente e, quando isso acontece, a mente tende a desacelerar e até silenciar completamente”, destaca a terapeuta.

  • Não vá meditar se você estiver muito cansado, pois você pode acabar dormindo. Descanse bem antes. “Meditação é para a gente acordar, e não para dormir”, diz Cátia.

  • Principalmente para iniciantes: não exija demais de você. Comece com alguns minutos. Não é fácil tirar a atenção da mente. Comece praticando de um a três minutos nas primeiras sessões, colocando toda a sua atenção na sua respiração. Quando você ficar confortável, dias depois, aumente para 5, depois para 7 e assim sucessivamente.

  • Se você é agitado demais para praticar a meditação tradicional, parado, que é chamada de meditação passiva, tente a meditação ativa, que é quando você está em movimento fazendo algo, como lavando louças ou caminhando. “Eu mudei a minha vida praticando uma caminhada meditativa todas as manhãs”, revela Catia Simionato. Na caminhada meditativa, a dica é caminhar diariamente por qualquer lugar uns 10, 15 ou 20 minutos, prestando muita atenção no que encontra pelo caminho, como se fosse a primeira vez que a pessoa vê tudo aquilo. Isso vai tirar a atenção da mente e levar para as coisas ao seu redor.

  • Seja gentil consigo mesmo. “Durante a meditação, a sua mente logo vai começar a criticar a forma como você medita, te dizendo que você precisa meditar melhor. Não caia nesses pensamentos. Durante a meditação, trate-se como uma criança pequena que está aprendendo alguma coisa. Tenha paciência”, alerta a especialista.

  • “Nas meditações guiadas, é comum o profissional que está guiando a meditação, como eu faço no meu canal Ser Felicidade, pedir para as pessoas imaginarem algo ou que estão em determinado lugar, como um caminho cheio se árvores. Nessa hora, muitas pessoas dizem que não conseguem ver nada”, conta a terapeuta. Aqui a dica é: não é para você realmente ver nada com seus olhos, mas simplesmente imaginar aquilo e, nesse caso, a mente pode ajudar. “Se eu te disser ‘pense num abacaxi’, a sua mente vai imediatamente te mostrar um abacaxi. É assim, simples, que funciona”, exemplifica Catia.

  • Existem dúvidas sobre a melhor posição para meditar. “Pela minha experiência eu não recomendo que a pessoa tente meditar deitado porque, desse jeito, ela relaxa e há um condicionamento mental para dormir nessa condição”, diz Catia. Segundo ela, o corpo deve estar relaxado, porém não deitado. Há também outro ponto importante, que remete às mais antigas tradições da meditação no Oriente: sentado, todos os centros de força (chacras) tendem a se alinhar e formar um fluxo de energia que facilita a meditação.

  • Se você está em um local barulhento, saiba que é possível meditar nessas condições. “O externo não tem nada a ver com meditação. Eu aprendi a meditar, aos 13 anos, no mais absurdo barulho, com rádio ligado o tempo inteiro e do lado da oficina mecânica do meu pai. Então, não importa o que esteja acontecendo fora, o silencio deve ser interno”, recorda.

  • Algumas frequências musicais ajudam a induzir à meditação, como as de 528 Hz – umas das frequências de Solfeggio, escala de seis tons popularmente utilizada pela Igreja Católica em alguns hinos e, principalmente, no Canto Gregoriano. Esta frequência também é chamada de frequência do amor e contribui para tornar as ondas cerebrais maiores, saindo das ondas Beta (que é o normal no nosso dia a dia) e indo para as ondas Alfa, que são responsáveis por um estado de relaxamento profundo.

Mandalas terapêuticas: uma bússola para profissionais em transição de carreira




Recurso da arteterapia tem sido ponto de apoio e caminho de descoberta para quem quer construir uma vida com mais sentido, incluindo as relações com o trabalho

A pandemia do novo coronavírus e as medidas de isolamento social desencadearam transformações significativas nas relações pessoais, econômicas e profissionais. Com isso, quase todo mundo precisou, em maior ou menor grau, reavaliar escolhas, prioridades e objetivos.

Na opinião da arteterapeuta Myrian Romero, coordenadora do Centro Internacional de Mandala, Arte e Simbolismo (Ceimas) e especialista em Psicologia Transpessoal e Gestão Emocional nas Organizações, a pandemia obrigou as pessoas a olhar para dentro de si mesmas e a refletir sobre o que realmente importa e, com isso, surge o desejo de construir uma vida com mais sentido, incluindo as relações com o trabalho. 

Uma pesquisa, realizada recentemente pela empresa Kaspersky, revelou que cerca de 53% dos profissionais brasileiros consideram mudar de emprego nos próximos meses. Outros estudos também indicaram que a maioria dos brasileiros chegou a repensar suas carreiras profissionais durante a pandemia.

Essa tendência pode ser resultado do aumento de ofertas de emprego em alguns setores por conta da retomada econômica, mas também do desejo de experimentar algo novo no pós-pandemia. 

Contribuição das mandalas terapêuticas

Muitas pessoas, por meio de suas mandalas terapêuticas, que são desenhos livres, criados dentro de um círculo com diferentes formas, cores e símbolos, têm revelado a vontade de buscar mudanças na carreira ou na relação com o trabalho.

Essa vontade ou a necessidade real de transição é expressa normalmente em mandalas que sugerem muito movimento, com grande variação de cores. “Por outro lado, também podemos reconhecer o sentimento temporário de estagnação ou desânimo representado por meio de cores muito leves e neutras em alguns padrões específicos de desenho”, explica Myrian Romero. 

Uma de suas clientes, com uma sólida trajetória profissional e que atuava numa organização durante anos, começou a expressar pelas mandalas o desejo de trabalhar com mais criatividade, liberdade e o sentimento de “quero outra coisa”.

“Após um período de elaboração do desejo relevado, ela optou por iniciar uma nova formação, retornando inclusive à faculdade”, conta a especialista.

A especialista explica que, com o uso da técnica da mandala terapêutica, que funciona como uma ponte para o inconsciente, os insights e as saídas criativas para as questões profissionais não surgem somente de um processo racional, que costuma frustrar as expectativas em 90% dos casos.

“As descobertas surgem de uma interconexão de razão, intuição, sensação e sentimento. Desta forma, geralmente, são mais autênticas, contam mais sobre o que as pessoas são e desejam de fato”, destaca.

Em outro caso, uma advogada foi se dando conta, com a ajuda das mandalas terapêuticas, de estar vivendo um desconforto considerável, uma sensação de aprisionamento em sua carreira. “Por meio da compreensão do que o próprio inconsciente foi revelando, ela percebeu que o ponto a ser elaborado era o ritmo com que se relacionava com o trabalho e não o trabalho em si”, explica Myrian Romero.

Segundo a arteterapeuta, a linguagem não-verbal dessa técnica facilita a manifestação de sentimentos e emoções que, muitas vezes, o indivíduo não consegue acessar e muito menos manifestar em palavras. “Apesar de se sentirem algumas vezes desconfortáveis ou até inseguros com o que está por vir, os indivíduos desenvolvem uma capacidade incrível de enxergar seus desejos, necessidades, desafios e talentos. Assim, se sentem encorajados a buscar por algo mais alinhado aos seus interesses e propósitos de vida”, finaliza.

Para saber mais sobre o uso das mandalas terapêuticas em momentos de transição, confira o vídeo 


https://www.youtube.com/watch?v=TxqjFqDj44E&feature=youtu.be
 

Superexposição em vídeoconferências pode causar estresse, burnout, sedentarismo e obesidade


"Tempo na internet precisa ser ponderado para que o avanço tecnológico não se torne um pesadelo"

São Paulo, 1º setembro de 2021 -   A pandemia obrigou milhares de pessoas a se isolarem para diminuir o contágio do vírus. Trabalho, aulas, cursos, ginástica e encontros, por exemplo, migraram para o mundo virtual. A tecnologia serviu para manter empregos, o contato social e a ajudar no equilíbrio da saúde mental. Mas, o que veio para beneficiar, em excesso, pode ser prejudicial. São muitas chamadas por vídeo e muito tempo de câmera ligada durante o dia para conseguir dar conta de tudo.

Está esgotado? Muitas pessoas estão e sofrem com ele. “Existe muito mais em um encontro do que somente duas pessoas (ou mais) conversando; existe cheiro, ambiente novo, visão periférica, interação pessoal e outras coisas que foram tiradas de nós no mundo totalmente online”, afirma a psicóloga clínica, Karin Kenzler.

A superexposição às câmeras pode causar fadiga, estresse, burnout, problemas de autoestima, dores de cabeça, insônia, sedentarismo e obesidade. Além de poder contribuir para o desenvolvimento de fobias sociais, como ansiedade de falar em público. “Com o excesso de videochamadas vêm as exibições exageradas à própria imagem na tela, a falta de exercícios físicos, os olhares constantes de terceiros, o julgamento, a frustração de não se expressar adequadamente e o desconforto com os outros membros da conversa. São muitos estímulos gerados o tempo todo, é cansativo, suga nossa energia”, explica a psicóloga.

Estar online não significa estar à disposição o dia inteiro. Conseguir dividir esse tempo é difícil, muitas vezes mistura-se tudo e falta tempo para a vida pessoal. Para Karin, praticar exercícios físicos; fazer atividades que tiram da tela, como ler e escrever; procurar ter uma boa noite de sono e fazer pausas durante as reuniões ajudam a diminuir este cansaço.

O uso da tecnologia é necessário, mas precisa passar por alguns ajustes para que o online vire offline às vezes. A psicóloga ressalta que “o tempo na internet precisa ser ponderado para que esse avanço tecnológico não se torne um pesadelo”. Ainda não existem regras, nem trabalhistas e nem de etiqueta para essas situações, mas o ideal é usar o bom-senso e priorizar a saúde mental e física. “Respire mais fora da tela!”.

Animais de apoio são suporte emocional e ajudam na depressão





Foram inúmeros os impactos gerados pela pela Covid-19 e um deles foi sentido diretamente na saúde mental, que teve uma piora de 53% entre os brasileiros, segundo uma pesquisa divulgada pelo portal de notícias BBC. Paralelo a este aumento e por consequência dele, a adoção de pets subiu mais de 10% no país. 

Com o isolamento social, muitos brasileiros foram em busca de pets para suprir a solidão. De acordo Fernanda Rabaglio, CEO da Matilha Brasil, empresa especializada em marketing de influência pet, ter um animal de estimação passou a ser uma opção para quem não tinha tempo e, com a pandemia passou a estar mais em casa, como também para quem sentia falta de uma companhia durante o home office, por exemplo. 

“Ter um pet pode ser um modo de ter apoio emocional para trabalhar equilíbrio, redução de ansiedade e tratamento de depressão, por exemplo. Isso acontece por vários motivos, mas sobretudo, porque o pet te desvia de focos de stress como, trabalho, estudo, pandemia e finanças”, comenta Fernanda, que tem uma rotina diária com seus pets e afirma que seu cão de apoio emocional foi fundamental para os cuidados da sua saúde mental. 

Animais de apoio 

Um animal de estimação, como ressalta Fernanda, desvia focos de stress e auxilia na saúde mental do tutor, já o animal de apoio emocional vai além disso, ele precisa da sensibilidade e percepção do seu tutor em uma conexão muito profunda de conhecimento recíproco, além de um adestramento básico para convívio em sociedade, que conta com dessensibilização de estímulos a possíveis sustos e situações de stress. 

Um pet de apoio emocional pode ser suporte em vários momentos, a depender das necessidades de cada um. “Há pessoas que têm pânico de visitar lugares novos sozinhas ou com muita gente, como no centro da cidade. Nestes casos, o cão é suporte em companhia, faz a pessoa não se sentir sozinha e dá conforto, abrindo caminho, guiando e transmitindo boas energias”, observa a CEO. 

Sendo assim, a escolha do animal de apoio emocional é relativa e deve estar diretamente relacionada ao dia a dia de cada um. No Brasil, usualmente, usa-se o cão como animal de apoio emocional por ser uma espécie que é facilmente treinada para convívio em sociedade. Contudo, a escolha vai muito além da facilidade de adestramento. “Um pet de apoio passa pela necessidade de ser um animal que agrade o tutor. Sendo assim, se o objetivo é ser um apoio emocional e a pessoa tem medo de gatos, não faz sentido adotar um”, conclui Fernanda. 

Queda acentuada de cabelos preocupa pacientes com covid-19



Perda de fios pode chegar a 50% da cobertura capilar. Dermatologistas indicam rapidez no diagnóstico para tratamentos com melhores resultados

A queda de cabelos em pacientes acometidos pela Covid-19 tem levado homens e mulheres de todas as idades aos consultórios de dermatologia. “Nos últimos três meses, observamos um aumento de 80% nos atendimentos de casos de alopecia associados à doença”, afirma a dermatologista Anelise Dutra. A perda de fios, que pode chegar a 50% da cobertura capilar em decorrência de uma Covid longa, está associada a duas formas de queda acentuada de cabelo já conhecidas da medicina: o eflúvio telógeno e a alopecia areata.

A médica Anelise Dutra explica que o eflúvio telógeno é caracterizado pela interrupção do crescimento do cabelo e tem como consequência a queda do fio. “Na alopecia areata, as quedas configuram rodelas no couro cabeludo”, diz.

Pesquisas realizadas por universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia destacam entre os cinco sintomas mais comuns da Covid prolongada a perda de cabelo. Em um universo de 48 mil pacientes avaliados, a queda dos fios representa 25% dos casos.

O dermatologista Dário Rosa observa que um corpo debilitado pela Covid-19 busca priorizar as funções vitais do organismo. “Há um trabalho focado no coração, nos rins e em outros órgãos que são fundamentais à manutenção da vida”, afirma. Neste empenho coordenado, explica o médico, os cabelos, ficam em segundo plano.

Um grupo de estudiosos da Universidade Sapienza de Roma (Itália) associa a queda de cabelos a vários fatores. Os pesquisadores destacam, porém, a atuação do novo coronavírus para provocar uma reação autoimune contra os folículos capilares ao criar um ambiente inflamatório que abala o sistema imunológico do paciente.

Em geral, os pacientes que se recuperam da Covid-19 começam a perceber a queda dos fios em volume bem maior que o normal até três meses depois da infecção pelo novo coronavírus. “Em alguns casos, a perda de cabelos atinge até 50% da cobertura capilar”, diz Anelise. “Quando as pessoas passam a notar a queda de cabelos, o processo já está acelerado”, completa a dermatologista.

Embora haja maior atenção dos pacientes quanto à queda de cabelos associada à Covid-19, para os dois especialistas é fundamental que as pessoas procurem tratamento o quanto antes. No consultório, o dermatologista vai solicitar uma série de exames para detectar, entre outros fatores, alteração da tireóide e deficiências vitamínicas. “O tratamento pode caminhar por reposição de polivitamínicos ou proteínas para formar queratina no cabelo”, afirma Dário Rosa. Medicações e procedimentos que estimulem o crescimento dos fios também fazem parte do protocolo.

Tanto o eflúvio telógeno quanto a alopecia areata evoluem de acordo com a condição de saúde de cada paciente. “E há uma preocupação muito grande entre nós, dermatologistas, por não sabermos como as novas variantes do vírus vão se comportar”, afirma Anelise Dutra. “Como cada caso é um caso, apenas um diagnóstico médico preciso vai definir o tratamento mais indicado e os melhores resultados”, finaliza Dário Rosa.

 

Saiba tudo sobre o hormônio do amor - ocitocina, que está presente em nosso cotidiano, por meio de contato social


Com a pandemia do Covid-19, o número de casos de depressão, ansiedade, e síndrome do pânico, aumentou consideravelmente, atingindo índices alarmantes. Especialistas apontam que a COVID-19 compromete o organismo em relação a:  inflamação, estresse oxidativo,hiperativação do sistema imunológico, síndrome do desconforto respiratório agudo (SARS), e disfunção renal. 

 

Normalmente o que ‘equilibra’ o bem-estar do ser humano é hormônio da felicidade e do amor - ocitocina. A maior parte da produção deste hormônio é gerada, basicamente, por meio de contato social, afeto, abraços e, logo, com o isolamento social provocado pela pandemia,  fomos obrigados a abrir disso tudo para nos mantermos longe do vírus. Sendo assim, tivemos uma baixa muito grande deste hormônio e, nesses quase dois anos de reclusão social, foi necessário aprendermos a ‘sentir o sorriso das pessoas’ por meio dos olhos. 

 

Estudada há muitos anos, inicialmente por Sir Henry Dale, em 1906, a ocitocina foi o primeiro hormônio peptídico a ser sequenciado e sintetizado por Vincent du Vigneaud - por essa conquista, ele recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1955. Ao longo dos anos, vários estudiosos chegaram à conclusão de que tanto o amor quanto as ligações sociais servem para facilitar a reprodução, nos dar um senso de

segurança e reduzir a ansiedade e o estresse. A compreensão é de um simples peptídeo perito em induzir contrações uterinas e ejeção de leite a um neuromodulador complexo com capacidade de moldar o comportamento social humano, justamente por isso, leva o título de “hormônio do amor e felicidade”.

 

A ocitocina, hoje em dia, é mais conhecida por sua atuação como terapia auxiliar do abortamento incompleto, inevitável ou retido, além dos benefícios pós parto, promovendo a contração uterina e, assim, prevenindo o sangramento excessivo pós parto, mas além disso, pode ajudar o ser humano com a reposição de um hormônio no controle das emoções, afetividade e da empatia. 

 

O hormônio tem como função modular e prevenir doenças cardíaca e vascular, acelerar a cicatrização da ferida, aumentar o prazer no orgasmo e aumentar o apego entre os amantes, além de estimular o impulso sexual, comportamento e sentimentos afetuosos. Também é responsável por relaxar os músculos, reduzindo a dor e estimular anabolismo e catabolismo.

 

Já a baixa quantidade de ocitocina costuma causar: Palidez; Olhar infeliz; Olhos secos; Corpo pobre em expressões emocionais; Diminuição de Libido; Estresse; Diminuição da função cognitiva; Distúrbios do sono; Falta de lubrificação da glande durante o sexo; Diminuição da capacidade de ejacular; Ausência de sorrisos; Diminuição da capacidade de orgasmo da mulher; Obesidade; Dores musculares; Incapacidade de amamentar; Ansiedade excessiva/medo.

 

A atividade da ocitocina diminui com o avançar da idade nas áreas centrais do cérebro que são importantes para as emoções, tornando a necessidade de suplementação de oxitocina progressivamente. Os níveis em idosos precisam ser muito maiores para saturação compensatória não espontânea dos receptores. Para essa suplementação existem algumas opções: Injetáveis, Nasais, Implante e Oral. 

 

Com o tempo em que vivemos, a ponto da necessidade de repor amor nas pessoas porque precisamos de afetividade, chegamos ao ponto de nos questionarmos: O que realmente vale a pena? 

 

Juntos somos mais generosos, gentis e humanos. É isso que gera multiplicação.


Por Dr Fabiane Berta

Quais os novos perfis de consumidores que emergiram da pandemia?



A pandemia moldou comportamentos e deve alterar, para sempre, hábitos de consumo da população global. Quando pensamos na nova jornada de compra que se firmou a partir dessa experiência global, pode-se comprovar que a análise sociodemográfica não é a maneira mais adequada de estimar quais são os perfis de consumidores que emergiram em 2021. Esse é o mote da pesquisa Tendências de Consumo da Euromonitor International, conduzida em 40 países. Pioneira na América Latina na metodologia de pesquisa mystery shopping(cliente secreto), Stella Kochen Susskind – considerada uma das mais importantes experts da temática no Brasil – comenta os principais insumos do levantamento.

| Compradores por impulso | A pesquisa aponta que são 14% dos entrevistados e representam os consumidores orientados por promoções e lançamentos. Essa parcela global está em retração, segundo Stella. “A experiência da pandemia, na qual tantos perderam pessoas queridas, demandou um processo de interiorização que fez com que muitos consumidores questionassem a importância da compra. É como se comprar por comprar não fizesse mais sentido para as pessoas”, avalia.

| Minimalistas | São 12% dos entrevistados nos 40 países e têm por característica principal o foco em economizar e ficar longe da aquisição de itens considerados supérfluos. “Embora seja um comportamento em retração, acho importante considerar que o impacto da pandemia nas reflexões de compra atingiu em cheio os que já tinham uma tendência ao minimalismo. O lançamento de livros e documentários sobre a temática contribuiu para disseminar uma aura de um novo estilo de vida no qual menos é mais”, analisa Stella.

| Tradicionalistas | Esse comportamento foi registrado entre 16% dos entrevistados nos 40 países e constitui, de acordo com a pesquisa, um segmento em crescimento. Nele, segundo Stella Kochen Susskind, o foco recai para a busca por preço baixo e por não gostar de fazer compras. “O ato de comprar, e a experiência envolvida nele, não é algo que interesse ao tradicionalista. Para ele, consumir é parte de uma obrigação social – não algo que dê satisfação”, afirma.

| Ativistas empoderados | Segmento em crescimento, esse perfil representa 15% da população global que passou a priorizar autenticidade e questões ambientais. “Eles estão muito atentos aos valores das marcas e a composição dos produtos. São os mais vigilantes no caminho percorrido para a produção e comercialização dos produtos. As causas são grandes determinantes na escolha de compra”, analisa Stella.

| Aproveitadores Destemidos | Em crescimento e que abarca 17% da população global, esse segmento reúne os consumidores preocupados com status e que seguem tendências. “Eles priorizam marcas famosas e as experiências que elas podem propiciar”, afirma.

 | Caseiros conservadores | Segmento em retração, porque com a volta a um “novo normal”, os consumidores tendem a querer voltar às ruas. “Os que se manterão como Caseiros Conservadores são 8% da população global e são as pessoas mais focadas na família e que não se preocupam com tendências”, pontua Stella.

| Aventureiros inspirados | Segmento que reúne 3% da população global, também representa um segmento em retração. São pessoas preocupadas com saúde, bem-estar e dispostas a experimentar coisas novas – de produtos a serviços.

| Planejadores cuidadosos | Representam 5% da população global e é considerado um segmento estagnado. “Eles procuram o melhor custo-benefício e são pouco inclinados à compra por impulso”, afirma.

| Aficionados por bem-estar | Segmento que congrega 5% da população global e que está estagnado. O foco desse consumidor está na sustentabilidade humana, física e mental, segundo Stella.

| Otimistas equilibrados | Segmento que reúne 6% da população global e que está em franco crescimento. São consumidores que aproveitam o presente, cuidam de si e da família e sabem planejar o futuro desejável.

Psicanálise e Pandemia: um ano de lançamento e uma discussão cada vez mais pertinente


No momento em que o mundo parou, o ato da prática clínica se tornou cada vez mais necessário. Mas será que as relações entre psicanalista e paciente continuam as mesmas?

Lançado há um ano e extremamente pertinente e atemporal, o livro Psicanálise e Pandemia, organizado pelo Fórum do Campo Lacaniano do Mato Grosso do Sul e publicado pela Aller Editora, contribui para entender como a presente situação pandêmica afetou a prática clínica e a sociedade, ambas atravessadas, desde a fundação da psicanálise, pelo luto, mal-estar e angústia frente às incertezas e instabilidades do mundo.

“Fique em casa!” é o que as pessoas ouvem há quase dois anos. Ao ouvir essa frase, surgem medos e incertezas sobre o presente e o futuro. Mas como escutar o sofrimento e dar alguma borda a ele sem o atendimento presencial? Sem a presença física dos sujeitos - com a qual a psicanálise trabalhou desde seus primórdios -, como entender a dor e o cansaço que lhes afligem? É neste momento que a psicanálise se reinventa. Segundo Lia Silveira, uma das autoras da obra:

Alcançar em seu horizonte a subjetividade de sua época [...], este é o maior desafio. Entender as mudanças provocadas pelas medidas de isolamento social na vida das pessoas, o processo de luto coletivo e individual, que ainda persiste, por todo esse tempo em que as pessoas perdem seus entes queridos e não vivem somente a sua própria privação.” (Psicanálise e Pandemia)

Discutindo como o predomínio das formas virtuais influencia as vidas dos sujeitos, os ensaios reunidos neste livro buscam entender as dinâmicas dos dias de hoje e como os psicanalistas se esforçam para deter as barreiras do sentir-se longe. Ainda, levantam questões no que diz respeito à política da morte, ao mal-estar que assola nossa civilização, às fendas em saberes como ciência, medicina e cultura.

Psicanálise e Pandemia traz, portanto, uma nova perspectiva da clínica, congregando tanto o fato de o luto ser inerente à civilização quanto as mudanças que o Covid-19 ocasionou na relação dos sujeitos contemporâneos com a morte. Sem dúvida, essa é uma obra necessária para que todos entendam as problemáticas que cercam o viver em estado de isolamento, temendo presente e futuro.

 

FICHA TÉCNICA
ISBN: 978-65-87399-11-9
Formato: Brochura – 14x21cm
Páginas: 208
Idioma: Português
Editora: Aller Editora
Edição: 1ª/ 2020
Gênero: Psicanálise
Preço: 49,90
Link para comprahttps://bit.ly/35Xelqt

Autores: Alba Abreu, Andréa Brunetto, Antonio Quinet, Bernard Nominé, Carmen Gallano, Claudia Wunsch, Daniel Foscaches, Hilza Maria, Isloany Machado, Lia Silveira, Luis Izcovich, Marcelo Bueno, Marilene Kovalski, Marisa Costa, Pricila Pesqueira, Rainer Melo, Tatiana Siqueira, Zilda Machado.

Sobre a editora: Formada pela psicanalista Fernanda Zacharewicz e pelo jornalista e publisher Omar Souza, a Aller Editora oferece em seu catálogo obras que se debruçam sobre os temas cruciais da teoria e da prática clínica, desde seus fundamentos até as repercussões dos debates atuais sobre o sujeito contemporâ

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