Setembro amarelo: mês da conscientização e prevenção ao suicídio

 O texto a seguir foi escrito, enviado por uma assessoria de imprensa e publicado gratuitamente.  O conteúdo não reflete necessariamente minha opinião sobre o serviço ou produto mencionado.



Atualmente, o suicídio é a terceira maior causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos no Brasil

A campanha Setembro Amarelo visa alertar a população para a realidade do suicídio no Brasil e no mundo, além de destacar as formas de prevenção.  Atualmente, o suicídio é a terceira  maior causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos no país.

E, embora os índices de suicídio tenham apresentado alguma diminuição no mundo, ocorreu um crescimento de 40% entre adolescentes de 10 a 14 anos de idade, no Brasil, nos últimos anos. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 17% dos brasileiros pensaram, em algum momento, em tirar a própria vida.

Estima-se que 1 milhão de pessoas cometam suicídio anualmente, uma a cada 40 segundos, o que equivale a 1,4% dos óbitos totais. Cerca de 75% ocorrem em países de renda média e baixa. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 28 países possuem estratégia nacional de combate à morte voluntária.  Por isso, campanhas como essas são excelentes para a discussão do assunto e ajudar a população a entender a gravidade do suicídio”, explica Dr. Rafael Brandes Lourenço, psiquiatra, psicogeriatra e médico do sono pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

De acordo com o psiquiatra, falta informação básica sobre o suicídio e muitas pessoas não acreditam que seja um problema de saúde. “Os fatores que levam ao suicídio variam bastante. A depressão é uma situação comum entre as pessoas que tentam tirar a própria vida, além de mudanças bruscas na rotina como desemprego, divórcios ou problemas financeiros. Outros diagnósticos psiquiátricos, como transtorno afetivo bipolar, transtorno de uso de álcool e outras substâncias podem agravar o problema”, destaca Dr. Rafael Brandes Lourenço.

Embora o índice masculino global seja duas vezes maior, chegando ao triplo em países desenvolvidos, as mulheres tentam cometer suicídio com mais frequência. Entretanto, os métodos utilizados pelos homens são mais letais, com armas de fogo e enforcamento.

Segundo a OMS, 90% dos casos de suicídio poderiam ser prevenidos.  “A maioria das pessoas que pretende cometer suicídio está sofrendo muito e apresenta alguns comportamentos ou mudanças de atitudes que indicam suas intenções, mas podem passar despercebidos pelos mais próximos. É comum que ocorra um período de pensamento suicida, que vai se tornando persistente, até a pessoa começar a planejar o ato e por fim tentarem o suicídio”.

De acordo com Dr. Rafael Brandes Lourenço, pesquisas revelam que cada suicídio tem um impacto na vida de cerca de 6 pessoas como pais, irmãos, cônjuge, filhos, parentes, amigos e colegas de trabalho que sofrem com a perda. Muitos podem ter dificuldades em seguir com suas vidas e precisam de tratamento psiquiátrico para lidar com a perda.

“O Setembro Amarelo nos ajuda a fazer o que mais precisamos no âmbito da saúde mental: encará-la sem tabus e preconceitos. As pessoas precisam saber que não estão sozinhas. Não há motivo algum para sentir vergonha de pedir ajuda de um especialista. Essa atitude pode salvar vidas. Existem também números úteis como do Centro de Valorização da Vida (CVV), que pode ajudar em momentos de desespero. O telefone é 141“.

Os amigos e familiares são fundamentais para pessoas com pensamentos suicidas. Além de escutarem com empatia, devem oferecer suporte emocional, se mostrarem à disposição para conversar. “Se a pessoa falar claramente sobre planos suicidas e parece estar decidida, ela não deve ser deixada sozinha. Podem ser contatados serviços de saúde mental, e se necessário, será preciso que ela fique em um ambiente seguro, sendo auxiliada por um profissional”, finaliza Dr. Rafael.

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Dr. Rafael Brandes Lourenço – é psiquiatra pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Psicogeriatra e médico do sono pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

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