Estatísticas apontam 57 mil novos casos de câncer de mama em 2015

O câncer de mama é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres


O câncer de mama é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. O INCA (Instituto Nacional do Câncer) publicou uma estatística que prevê 57 mil novos casos para o próximo ano, com cerca de 15 mil óbitos, no Brasil. A doença acomete com maior frequência mulheres entre os 45 e 55 anos de idade. "É a época de atenção redobrada. Mas os casos podem ocorrer também nos extremos da vida, ou seja, abaixo dos 40 e acima dos 60 anos", alerta o médico Sergio Bruno Hatschbach, mastologista do Hospital VITA Curitiba.

Neste mês, a doença está sendo amplamente debatida por causa da campanha Outubro Rosa, que convoca as pessoas a ajudar na divulgação da importância do auto exame. Com ele, é possível detectar nódulos ou alterações na mama, evitando problemas mais sérios.

Segundo o médico, a hereditariedade é responsável por apenas 10% do total de casos, porém mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente em parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) que foram acometidas antes dos 50 anos apresentam maior risco de desenvolver a doença. "Vale lembrar que o problema pode ocorrer também em homens, em uma frequência aproximada de 1% em relação ao sexo feminino", revela Hatschbach.

Outros fatores estão relacionados aos aspectos hormonais, como menarca precoce (primeira menstruação antes dos 12 anos), menopausa tardia (após os 50 anos), idade de gestação do primeiro filho acima dos 30 anos, não amamentação e uso indiscriminado de terapia hormonal.

Detecção precoce - O médico explica também que, quanto antes a doença for detectada, melhores os prognósticos. "Isso aumenta a possibilidade de tratamento conservador, o qual preserva a condição da mama. Daí a importância da informação, do acompanhamento e dos exames preventivos, como a mamografia e ecografia de rotina após os 40 anos de idade ou mesmo antes, caso a paciente se enquadre dentro dos casos de alto risco", relata.

Exame Clínico das Mamas - Quando realizado por um médico, pode detectar tumor de até um centímetro, se superficial. "Deve ser feito ao menos uma vez por ano pelas mulheres a partir de 35 anos, ou mais novas, se estiverem nos grupos de risco", alerta.

Ecografia - O especialista explica que, em algumas situações, a ecografia é suficiente para avaliação da mama, como no caso das mulheres jovens e das grávidas. É também de grande importância como complemento da mamografia e, muitas vezes detecta pequenas lesões antes de serem detectados clinicamente ou por vezes até ocultos na mamografia.

Mamografia - É outra forma diagnosticar e avaliar o câncer de mama. Segundo o médico Vinicius Milani Budel, mastologista do Hospital VITA Batel, a mamografia (radiografia da mama) permite a detecção precoce do câncer, ao mostrar lesões em fase inicial - que são muito pequenas (medindo milímetros). Mulheres a partir dos 40 devem realizar anualmente, ou conforme recomendação médica. "O emprego destes exames tem sido muito importante para o diagnostico de lesões iniciais e responsáveis pelo tratamento conservador com a participação da reparação do defeito por oncoplastia, com excelentes resultados estéticos e com a redução do índice de mortalidade pelo câncer de mama", destaca.

Autoexame - Segundo Budel, deve ser realizado mensalmente pelas mulheres a partir dos 20 anos, como complemento a outras formas de avaliação, pois esse tipo de exame permite a detecção de alterações que devem alertar para a necessidade de consulta especializada.

Sinais e sintomas - Vinicius Budel destaca também que não se pode esperar sintomas para realizar consulta para avaliação das mamas, pois a grande maioria dos casos iniciais não provoca alterações e nem mesmo sintomas. Para um sinal de alerta podem ocorrer algumas alterações, como: modificação da cor da pele, abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, edema da pele que mostra aspecto em casca de laranja. Derrames papilares ou secreção pelo mamilo, principalmente se for sanguinolenta ou clara. "Com a autopalpação pode ser detectado pequenos nódulos, os quais devem receber a avaliação de especialistas para diferenciar lesões benignas de malignas", alerta.

Prevenção - Alguns cuidados com a saúde podem prevenir o câncer e outras doenças, tais como: evitar a obesidade e reduzir o consumo de gordura animal; evitar a ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada; não fumar; utilizar hormônios apenas com orientação médica; amamentar por pelo menos até os seis meses.

Tratamento - O tratamento deve ser realizado com equipe multidisciplinar com a participação do cirurgião, anatomopatologista (médicos especialistas em diagnosticar doenças), radioterapeuta, oncologista clínico, cirurgião plástico, geneticista e participação efetiva de psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta.

O tratamento deverá ser iniciado o mais precocemente possível, após ampla discussão com a paciente sobre o tipo a ser adotado, além dos riscos e as vantagens de cada decisão. "É importante destacar que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado apresentam elevado índice de possibilidade de cura", enfatizam Budel e Hatschbach.

Sobre Outubro Rosa - O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação das pessoas, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional de prevenção do câncer de mama.

Texto: Assessoria de Imprensa Central Press

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